Domingo, 5 de Julho de 2015
Quanto menos gordura, melhor? Descubra 10 mitos sobre dietas

Muios já passaram por isso: ganham uns quilos a mais em um período de pouco controle sobre a alimentação e decidem fazer uma dieta . Essas pessoas acabam escolhendo um método indicado por algum conhecido ou sobre o qual leram em algum site ou revista. O problema é que muitas dicas ou crenças sobre a melhor forma de perder peso não dão o resultado esperado.

 

"Fazer mudanças a longo prazo e modificar o estilo de vida é a maneira ideal de combater os quilos porque leva a uma perda de peso permanente", disse à BBC Mundo a médica Lucy Chambers, especialista em alimentação da Fundação Britânica de Nutrição. "É mais eficiente fazer mudanças graduais, que podem ser mantidas por um grande período de tempo. O ideal é que o corpo perca de 0,5 a 1 quilo por semana."

 

Levando em conta esse aspecto, reunimos, abaixo, alguns dos mitos mais comuns sobre fazer dieta.

Certos alimentos servem para queimar gorduras
Repolho, salsão (ou aipo), toranja, chá verde, pimentas... não deve ser a primeira vez que você ouve falar destes ou de outros alimentos que supostamente ajudam a queimar ou eliminar gorduras. Mas não é bem assim, de acordo com a Fundação Cardíaca Britânica (BHF na sigla em inglês). Não existe um tipo de comida que tenha propriedades especiais de queimar a gordura em excesso no corpo.

 

Não se deve comer ou fazer lanchinhos entre refeições
De acordo com a mesma entidade, essa premissa também é um mito. Não há problema em comer algo rápido entre as refeições principais, quando se trata de um lanchinho ou tira-gosto saudável, como uma fruta, uma verdura ou um iogurte light. É útil, pois ajuda a controlar o apetite.

Comer à noite engorda
A hora em que se consome um alimento não é o que determina o aumento de peso, são as calorias. Se são consumidas calorias em excesso, mais do que o corpo necessita, ganha-se peso, não importa se for pela manhã, à tarde ou à noite. Nesse aspecto, tanto o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, como a publicação americana WebMD, concordam: não existe prova de que comer tarde da noite engorda.

Os carboidratos são 'vilões'
Esse tipo de alimento – que inclui açúcares, amido e fibra – é componente fundamental de uma dieta saudável. "Nosso corpo necessita de carboidratos para obter energia, especialmente para o bom funcionamento do cérebro e dos músculos. O Departamento de Saúde do Reino Unido recomenda que pelo menos a metade da energia provida por nossa dieta diária venha de carboidratos", explica Lucy Chambers, da Fundação Britânica de Nutrição.

Quanto menos gordura, melhor
Chambers diz que, ao contrário do que muitos pensam, é recomendado que uma dieta de emagrecimento contenha pelo menos 35% de gordura. Não é indicado um regime baixo em gorduras ou um que elimine totalmente o consumo de gorduras.

O que é preciso ter em conta, segundo Chambers, é que há diferentes tipos de gordura; o tipo ingerido é que faz a diferença. O ideal é substituir a gordura saturada pela insaturada, já que esta ajuda a reduzir o colesterol no sangue, substância ligada ao risco de doenças cardíacas e derrames cerebrais.

Produtos com baixo teor de gordura ajudam a perder peso
Os alimentos com baixo teor de gordura oferecidos no mercado costumam incluir quantidades maiores de açúcar, sal e amido. Isso é feito para compensar o sabor que os alimentos perdem quando é retirada determinada quantidade de gordura. Com esse tipo de alimento também há o risco de se consumir porções maiores – em quantidade e frequência –, o que pode levar a uma ingestão maior de calorias e não ajudar em nada a eliminar os quilos a mais.

Quanto aos produtos que são vendidos sob a premissa de terem o açúcar retirado, o que costuma ocorrer é que eles são adoçados com concentrados de sucos de frutas, o que leva ao consumo da mesma quantidade de calorias do que o original. Além disso, segundo o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, não há ganho nutricional no consumo de alimentos desse tipo.

Tomar muita água ajuda a emagrecer
A água é fundamental para o organismo, mas não é por isso que se deve assumir que aumentar o seu consumo levará à perda de peso.

É bom beber mais água quando se faz uma dieta, porque isso ajuda a evitar outras bebidas que tenham açúcar, mas esta ação não contribui para eliminar os quilos a mais – é preciso juntar isso a outras medidas.

Alguns tipos de açúcar são piores que outros
Segundo a WebMD, há estudos que demonstram que o corpo absorve de maneira similar o açúcar comum, o mel e os adoçantes feitos de milho convertido em frutose. Para referência, é bom saber que uma colherzinha de qualquer um desses produtos tem entre 48 e 64 calorias.

Pular refeições torna a dieta mais eficaz
Não é verdade. A consequência dessa medida é aumentar a fome, o que, por sua vez, leva a um consumo maior de alimentos na próxima refeição. Várias entidades, entre elas o Instituto Nacional de Enfermidades Digestivas, do Rim e da Diabetes, nos Estados Unidos, concordam com essa visão. Alguns estudos chegaram até a indicar que deixar de comer no café da manhã pode aumentar o peso.

O que funciona para perder peso são exercícios intensos e prolongados
Trata-se de mais um mito, mesmo porque atividades físicas de baixa intensidade também consomem calorias. Faz bem visitar uma academia, mas o BHF diz que mesmo caminhar, arrumar o jardim ou realizar outras atividades domésticas também pode fazer a diferença. O Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental também salienta que o exercício não transforma gordura em músculo, como muitos pensam, já que ambos os tecidos são compostos por células diferentes.

É possível queimar gordura e desenvolver músculo, mas não é possível converter o primeiro no segundo. E cuidado com os produtos que prometem a quase milagrosa perda de vários quilos em pouco tempo. Qualquer que seja a sua constituição física, é extremamente difícil que essa previsão se cumpra. Além disso, tais produtos podem ser perigosos para a saúde; os que se baseiam em ervas ou componentes naturais geralmente não foram submetidos a rigorosos processos de verificação científica para garantir sua eficácia e segurança.


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publicado por adm às 11:31
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Sábado, 2 de Agosto de 2014
Desvende 8 mitos sobre dieta

1· A genética determina seu corpo

A verdade: sabe a frase "Tenho tendência a engordar"? Bem, chegou a hora de absolver a genética. Os genes levam apenas 30% da culpa pelo seu peso. "Os hábitos do dia a dia, como praticar exercícios e comer de forma saudável, têm influência muito maior", diz a nutricionista Cynthia Antonaccio, de São Paulo. Mais: mesmo que você tenha herdado genes de gordinhos, eles sofrem mutações ao longo do tempo - faça com que a mudança seja positiva! "Já existe um estudo do mapa genético que determina a melhor dieta e tipo de exercício", diz a nutrigeneticista Tatiana Fujii, de São Paulo. Para você, evitar o álcool pode ser mais efetivo para secar que cortar o açúcar.
 

2· Legumes e verduras crus são mais saudáveis que cozidos

A verdade: essa crença ganhou força pelo fato de que, acima de 48 ºC, algumas enzimas vegetais de legumes e verduras são desativadas. Só que boa parte dessas enzimas não é importante para nossa saúde - mas, sim, para as plantas! Além disso, de acordo com um estudo apontado pela revista americana Scientific American, são muitos os alimentos que apresentam mais benefícios quando cozidos do que quando consumidos crus. O tomate, por exemplo, tem sua quantidade de licopeno elevada ao entrar em contato com o calor, substância antioxidante ligada ao menor risco de câncer e doenças cardiovasculares. Outros ingredientes que compõem a lista são a cenoura, o espinafre, o cogumelo, o aspargo, o repolho e o pimentão - todos eles contêm mais antioxidantes quando cozidos do que se consumidos crus. Mais um motivo para colocar os vegetais na panela: o cozimento, mesmo que leve, ajuda a quebrar as paredes celulares das plantas, a celulose, o que facilita a digestão e a absorção de vitaminas. "Uma dica geral para evitar a perda de nutrientes é cozinhar os legumes com a casca, em banho-maria", diz Tatiana Fujii.


3· Ingerir carboidrato à noite engorda

A verdade: o relógio biológico de cada um funciona de uma maneira. Ou seja, de nada adianta ficar sem carboidrato após as 18 horas se seu dia vai até tarde, porque seu corpo vai precisar de energia. "O ideal é fazer a última refeição duas horas antes dedeitar, com 60% de carboidrato", diz a nutricionista Marcela Frias, da Clínica Dicorp, no Rio de Janeiro. Exemplo: 1 filé de frango com 2 conchas de grão-de-bico. E nada de pular o jantar: "O hábito leva à hipoglicemia [falta de açúcar no sangue] e prejudica o sono", diz a nutróloga Ana Vilela, da Clínica Slimform, em São Paulo.

 

4· O peso volta se você emagrece rápido

A verdade: dietas que fazem secar muito rápido assustam o organismo, que acumula tudo o que perdeu assim que você volta a comer normalmente. Solução? Invista na reeducação alimentar! Para a Organização Mundial da Saúde, o limite de perda de peso semanal aconselhável é 1,5 quilo. "Mas, claro, isso não significa que uma pessoa que perca além disso vai recuperar os quilos depois", diz Ana Vilela.


5· Pequenas refeições no dia aceleram o metabolismo

A verdade: aquele conselho de comer de três em três horas para manter o organismo a todo vapor não é regra para queimar mais calorias. Na verdade, o hábito faz seu corpo permanecer em constante fase de absorção: a insulina é liberada de maneira constante (= mais açúcar entrando nas células), o que dificulta esvaziar os estoques de gordura. Além disso, ficar restrita a pequenas refeições pode levar você a ingerir mais calorias (beliscar o dia todo dá nisso!) do que se você fizesse pelo menos uma grande refeição que a deixe saciada por mais tempo. E tudo bem se você passar algumas horas sem comer. De acordo com um estudo publicado no periódico britânico British Journal of Nutrition, o hábito não tornará seu metabolismo mais lento. Na pesquisa, voluntárias foram divididas em três grupos que passaram por períodos de jejum: o grupo 1 reduziu pela metade o número de refeições diárias; o 2 comeu apenas duas vezes por dia; enquanto o 3 continuou a ingerir a mesma quantidade de comida, mas dividida em menos refeições. Nas três situações, o metabolismo das participantes não desacelerou.


6· Comer pouco reduz o estômago - e a vontade de comer

A verdade: Em primeiro lugar, as dimensões do seu estômago não diminuem quando você deixa de comer - nem aumentam! Aquela sensação de barriga inchada quer dizer apenas que o órgão está dilatado momentaneamente. A única maneira de reduzir o tamanho do estômago (e o espaço disponível para a comida!) é por meio de cirurgia ou colocação de anel ou balão gástrico. Em segundo lugar, um órgão pequeno não é sinônimo de saciedade mais rápida: é nosso padrão alimentar que influencia a capacidade gástrica. "Pessoas obesas, por exemplo, costumam apresentar insensibilidade à saciedade, por isso comem em grandes quantidades", diz Tatiana Fujii. Quer comer menos e evitar a impressão de estômago cheio até a boca? Consuma mais fibras. Elas dão a sensação de estar satisfeita mais rapidamente e ajudam o organismo a trabalhar melhor. Inclua nas refeições frutas e hortaliças (goiaba e espinafre são opções ricas em fibras).


7· Gordura é sinônimo de algo ruim - e faz engordar

A verdade: por mais que você sonhe com uma barriga reta, os lipídios são essenciais à dieta - e na versão saudável não comprometem seu jeans skinny. "O recomendado é que de 20 a 35% das calorias ingeridas diariamente venham da gordura insaturada, relacionada a processos importantes, como armazenamento de energia, produção de hormônios, absorção de algumas vitaminas (como A, D, E e K) e fortalecimento do sistema imunológico", diz a nutricionista Gabriela Cipolla, de São Paulo. Essa gordura do bem é encontrada nas oleaginosas (castanhas, nozes), em peixes, nos óleos vegetais e em alguns grãos (como linhaça). De qual gordura você tem de fugir? Da saturada e da trans, presentes em frituras, embutidos, molhos e doces. Para quem não consegue resistir 100% do tempo (#TodasNós), coma só dois biscoitos de chocolate por dia (ou até 2% das calorias ingeridas).


8· Dieta vegetariana é melhor que carnívora

A verdade: cortar a proteína animal do cardápio ou qualquer outro grupo alimentar não é recomendado para a saúde. "Vitaminas como as do complexo B, principalmente a B12, estão presentes, sobretudo em alimentos de origem animal, assim como o ferro", diz a nutricionista Andréa Santa Rosa, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, do Rio de Janeiro. Isso quer dizer que a dieta carnívora é mais saudável? Não necessariamente, mas ela é a mais indicada. Agora, se você pensa em tirar a carne do menu, a especialista recomenda o consumo de alimentos com ferro ingeridos em conjunto com fontes de vitamina C. Boas duplas: açaí com morango, mamão com aveia, mariscos com tempero de limão e salada de brócolis e agrião.
 

 

fonte:http://mdemulher.abril.com.br/d



publicado por adm às 18:05
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